terça-feira, 23 de junho de 2009


O arco-íris que nascia naquela manhã cinza gritava, em cores, pedindo atenção. O olhar que acompanhava aquele arco podia perceber algo diferente, algo assim bem perto da felicidade.

Algo entre o amor e o divino estampava placas, rostos, gestos, sorrisos, olhares. Algo entre o amor e o divino gargalhava nas praças e contava história, personificava-se em cada coração, pulsando um sagrado segredo regado a sangue e suor daquela gente.

Cada qual com a sua cruz, sua luz, sua sede.

Cada qual com o seu coração, que pulsavam num mesmo ritmo, encenando uma mesma história, em um mesmo cenário. Uma procissão sob o olhar atento da Lua, que vigiava cada passo e iluminava os caminhos naquele chão de terra batida.

Era ela. Ela que move montanha, mundo, moinhos. Era ela, a fé, era, é: quase tudo.

Era ela trazendo a luz.

Shalon. A paz divina.